Sinter desconhece envolvimento com empresa investigada pela CPI da Covid, no Senado Federal

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O Sinter foi citado durante o interrogatório do advogado Marcos Tolentino, apontado como “sócio oculto” do FIB Bank, instituição que liberou cerca de R$ 80 milhões para a contratação da vacina indiana Covaxin, pela Precisa Medicamentos.

Após o Sindicato ter sido citado durante sessão ordinária da CPI da Covid, nesta terça-feira, 14, no Senado Federal, a diretoria da instituição informou por meio de nota que não tem conhecimento da suposta relação entre o Sinter e o FIB Bank para a liberação do precatório de professores federais.

“Nós, da atual diretoria do Sinter, desconhecemos qualquer intermediação feita pela instituição com o FIB Bank. O caso citado durante a CPI ocorreu há cerca de 15 anos”, destacou Josefa Matos, diretora-geral.

A diretora do Sinter destacou ainda que, caso seja identificada alguma irregularidade envolvendo diretamente a unidade sindical ou algum de seus dirigentes, serão tomadas todas as medidas punitivas necessárias.

“Não vamos compactuar com qualquer tipo de corrupção. Se for comprovado algo, seremos os primeiros a requerer judicialmemte a punição dos envolvidos”, completou Josefa.

ENTENDA – A CPI da Covid identificou o repasse de R$ 336 mil feito pelo FIB Bank para uma empresa no nome da mãe do advogado e empresário Marcos Tolentino. O valor representa ao menos 96% da quantia paga pela empresa Precisa Medicamentos ao FIB Bank para a atuação da instituição como uma espécie de fiadora na compra da vacina indiana Covaxin. O contrato da Precisa com o Ministério da Saúde para o fornecimento das vacinas encerrou após denúncias de irregularidades.

Reportagem:  Adriã Galvão
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado