Sinter cobra apoio estrutural e tecnológico para  professores que estão em aula remota e aguarda resposta do governo

Sinter cobra apoio estrutural e tecnológico para professores que estão em aula remota e aguarda resposta do governo

4 de março de 2021 Off Por Pablo Sérgio

A diretora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima (Sinter), Josefa Matos, informou na manhã desta quinta-feira, 04/03, que a direção do sindicato aguarda uma resposta da secretária de educação, Leila Perussolo, sobre a reivindicação para que o Governo do Estado dê os suportes tecnológicos e estruturais aos professores que estão trabalhando em suas casas com as aulas remotas.

Reivindicação feita através do ofício 018/2021datado de 11 de fevereiro último.

Josefa Matos disse que diante da indefinição do retorno das aulas presenciais em função da gravidade da pandemia do novo coronavírus, não tem cabimento os professores continuarem arcando com todas as despesas relativas as aulas remotas sem qualquer ajuda ou responsabilidade por parte do Governo do Estado.
Ela lembrou que a categoria está há seis anos sem reajuste salarial anual, que o poder aquisitivo do trabalhador vem sendo reduzido substancialmente pela inflação e que essa redução agravou muito nos últimos 12 meses com o aumento de todos os preços de produtos e serviços.
Além disso, ela explicou que normalmente os professores mesmo quando estavam nas aulas presenciais já gastavam seus próprios recursos com a aquisição de material básico necessário para suas atividades pedagógicas e com as aulas remotas essa prática continua existindo, sendo acrescida de gastos extras com manutenção e uso de computador, internet, aparelhos celulares e outros suportes tecnológicos.

“Sendo que alguns professores, por não estarem em condições financeiras adequadas estão trabalhando na base do improviso e com ajuda de terceiros, quando a responsabilidade de ofertar as condições de trabalho adequadas é do Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Educação”, afirmou Josefa Matos.

A diretora geral do Sinter disse que já formalizou – através do oficio – a reivindicação da categoria e aguarda resposta objetiva sobre o assunto.

“Apresentamos um problema real que atinge diretamente os professores que estão dando aulas remotas e que caberia ao Governo ter dado uma solução já no ano passado. Estamos aguardando a resposta e dependendo dela vamos discutir com a direção e com os membros do Conselho de Representantes das Escolas para definirmos quais providências que iremos tomar enquanto categoria”, informou Josefa Matos.