Em parceria com CEREST, Sinter realiza conferência sobre Saúde Vocal nesta quarta-feira 13/04

Nesta quarta-feira. 13/04, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Roraima em parceria com o CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) realiza – para os seus sindicalizados – uma conferência sobre a Saúde Vocal. O evento acontece na sede da entidade sindical iniciando ás 18 horas e terá como conferencista a fonoaudióloga Danielle Avelino.

O objetivo do encontro é orientar sobre a importância dos cuidados da saúde vocal dos professores para sua sobrevivência profissional. Dia 16/4 é o dia Mundial da Voz, momento oportuno para uma campanha sobre os cuidados e diagnóstico precoce de Disfonias, popularmente conhecida como rouquidão e que pode ser causa de várias doenças, variando de uma simples alteração comportamental à câncer de laringe.

Segundo a diretora-geral do Sinter, professora Josefa Matos, apesar dos avanços tecnológicos dos dias atuais, a voz ainda é uma das principais ferramentas usadas pelo professor em sala de aula e uma parcela representativa da categoria já é diagnosticada com problemas de saúde em relação a voz.

“Temos inúmeros professores que precisam ser afastados da sala de aula em decorrência de problemas nas cordas vocais, sendo por tanto um tema de bastante relevância para a nossa categoria. Por isso, o Sinter em parceria com o CEREST optou por realizar este evento aberto para os sindicalizados. Temos 100 vagas disponíveis, com inscrições feitas na hora do evento”, afirmou Josefa Matos.

Conforme Danielle Avelino, existe uma alta prevalência de distúrbios vocais relacionados ao uso profissional da voz na categoria dos professores porque eles a utilizam como instrumento de trabalho.

Ela informou ainda que no ano de 2000, uma pesquisa concluiu que 1/3 (um terço) da força laboral tinha a voz como instrumento de trabalho (Vilkman 2000). Além de possuir uma alta demanda vocal, fatores ambientais como ruído de fundo, acústica da sala inadequada, umidade, distância entre falante e ouvinte e fatores individuais como resistência vocal baixa, hábitos vocais inadequados, personalidade extrovertida, atividades extra sala com alta demanda vocal e estresse são fatores que contribuem para o desenvolvimento das Disfonias Ocupacionais. Para os professores, uma alteração vocal moderada causa impacto profissional.

“É possível minimizar os riscos da Disfonia através de boas práticas de saúde e higiene vocal e condicionamento vocal através de exercícios selecionados e ensinados de acordo com a necessidades individuais”, disse a fonoaudióloga.

Danielle Avelino disse ainda que a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia está em sua 17ª edição da campanha e esse ano tem o tema “sua voz importa”, onde alerta sobre os cuidados para uma boa saúde vocal e traz a mensagem de que a voz é um instrumento de inclusão e igualdade de direitos. “E neste sentido estamos fazendo um alerta os trabalhadores em educação e os demais profissionais que usam a voz como ferramenta de trabalho, sua voz importa”, concluiu.